Tobeh questiona-se sobre as relações amorosas na Costa do Marfim

Neste vídeo, Tobeh partilha uma constatação pessoal, deliberadamente provocadora: segundo ele, certas experiências e testemunhos ouvidos no terreno podem acabar por desmotivar alguém a acreditar no amor. Para ilustrar o seu ponto de vista, não apresenta um inquérito nem dados quantitativos. Reúne, antes, publicações, comentários e sequências vistas online sobre as relações amorosas na Costa do Marfim.
O criador esclarece que este formato é uma compilação mais leve do que os seus vídeos habituais. No entanto, o fio condutor mantém-se claro: as dificuldades em amar, ser amado, comunicar num casal e lidar com comportamentos que fragilizam a confiança.
Testemunhos de falta de amor que interpelam
Uma parte importante do vídeo baseia-se em mensagens publicadas por mulheres. Tobeh detém-se, nomeadamente, em testemunhos nos quais uma pessoa explica não conseguir amar um parceiro que, apesar disso, está disponível ou pronto para se empenhar na relação.
O que impressiona o videasta não é apenas a ausência de sentimentos. Salienta também a forma como certas mensagens são formuladas, por vezes com grande sofrimento, por vezes com aparente descontração. Na sua perspetiva, é difícil permanecer muito tempo numa relação quando uma pessoa sabe, ou pressente, que a outra não a ama verdadeiramente.
O vídeo não procura apresentar uma solução única para estas situações. Pelo contrário, Tobeh indica que nem sempre existe um conselho simples quando os sentimentos não estão presentes. Insiste sobretudo no sofrimento que pode resultar da diferença entre o investimento de um parceiro e a falta de apego do outro.
Entre desilusão, frustração e procura de oportunidades
Perante estas publicações, as reações masculinas mostradas no vídeo são diversas. Alguns homens expressam o seu cansaço e descrevem as expectativas que percecionam nas relações: ser atraente, ter posses, ser atencioso, romântico e saber comportar-se com estilo.
Outros, pelo contrário, veem nos comentários de mulheres solteiras ou insatisfeitas uma oportunidade para entrar em contacto. Tobeh menciona, num tom humorístico, aqueles que visitariam os perfis das pessoas que comentaram estas publicações.
Esta oposição entre desilusão e oportunismo ilustra, na sua montagem, um clima de desconfiança. As publicações não são tratadas como verdades gerais sobre todas as mulheres ou todos os homens. Servem, antes, como ponto de partida para uma discussão sobre as expectativas amorosas e as frustrações que cada um pode projetar no outro.
A questão do sexo no seio do casal
O videasta transmite também uma questão ouvida numa sequência: estar numa relação implica necessariamente ter relações sexuais? A pergunta provoca nele uma reação vincada, pois revela um possível conflito entre a visão de uma pessoa e as expectativas do seu parceiro.
Sem apresentar uma regra universal, Tobeh salienta implicitamente que um casal pode deparar-se com incompreensões profundas quando as duas pessoas não têm a mesma perceção da relação. O problema, nos exemplos que comenta, não parece resultar de uma resposta pré-definida, mas da incapacidade de reconhecer claramente os limites, os desejos ou a falta de interesse do outro.
Regressa, assim, à ideia de que pode ser doloroso aceitar que a pessoa à nossa frente não sente o mesmo grau de apego. Permanecer demasiado tempo nessa incerteza pode, segundo a perspetiva expressa no vídeo, agravar a frustração de ambos os lados.
Os códigos afetivos nas mensagens e nas redes sociais
A compilação detém-se igualmente nas conversas de casal por mensagens. Tobeh comenta formulações muito carinhosas, o uso repetido de alcunhas e emojis, bem como cenas em que os parceiros falam entre si de forma particularmente demonstrativa à distância.
A sua observação é sobretudo irónica: considera que as pessoas muito expressivas por mensagens nem sempre reproduzem essa mesma energia na vida real. Para ele, a acumulação de palavras ternurentas numa conversa não garante, portanto, nem o romantismo nem a qualidade da ligação fora do ecrã.
Através destes excertos, o vídeo questiona menos as alcunhas em si do que a possível distância entre uma encenação digital do afeto e o comportamento concreto numa relação. Tobeh vê nisso um código relacional que pode parecer estranho quando ocupa todo o espaço nas interações.
Quando um presente não provoca a reação esperada
Outra passagem diz respeito a um homem que oferece um presente à sua parceira. Tobeh reage ao que interpreta como uma falta de entusiasmo por parte da destinatária. Considera que uma reação demasiado fria pode magoar a pessoa que quis agradar, mesmo quando o presente não corresponde aos gostos de quem o recebe.
O seu comentário assenta numa ideia simples: o gesto também conta, para além do objeto. Diz compreender que uma pessoa possa não gostar de uma oferta, mas considera que uma certa dose de tato ou reconhecimento pode evitar transformar um gesto generoso numa fonte de conflito.
Esta sequência insere-se no tema geral do vídeo: as relações podem deteriorar-se devido a desilusões repetidas, por vezes ligadas a grandes questões, por vezes a interações mais comuns.
A infidelidade: uma responsabilidade que Tobeh quer analisar dos dois lados
A parte mais desenvolvida do vídeo aborda a infidelidade. Tobeh afirma que ela lhe parece banalizada no contexto que evoca. Esclarece que já abordou a fidelidade, nomeadamente entre celebridades africanas, noutros conteúdos.
A sua perspetiva é a seguinte: quando um homem casado trai a esposa, não o faz sozinho. Considera, por isso, que também é necessário questionar a responsabilidade das mulheres que aceitam uma relação com um homem casado, quando as discussões sobre a infidelidade se concentram frequentemente, segundo ele, nos homens.
Para apoiar o seu raciocínio, imagina diferentes cenários: um homem casado que teria várias parceiras ao longo do casamento ou, pelo contrário, um homem que teria tido apenas um caso. Estas hipóteses não são apresentadas como factos comprovados, mas como uma forma de sublinhar a sua questão central: porque é que as pessoas que aceitam entrar neste tipo de relação são, aos seus olhos, menos vezes responsabilizadas no debate?
O videasta não desculpabiliza o homem casado pelas suas escolhas. Insiste, antes, no facto de a infidelidade envolver vários participantes quando a pessoa exterior à relação conhece a situação. O seu ponto de vista apela, portanto, a que o tema não seja reduzido a um único género ou a um único responsável.
Um vídeo de reações, mais do que um retrato global
O vídeo de Tobeh baseia-se em excertos selecionados e nas suas reações espontâneas. Reflete a sua perspetiva sobre publicações online, num tom que mistura humor, exasperação e questionamento. As cenas evocadas não permitem, por si só, descrever todas as relações amorosas na Costa do Marfim.
O conteúdo evidencia, ainda assim, várias preocupações frequentemente presentes nas discussões de casal: o amor não correspondido, as expectativas ligadas à atenção e aos presentes, as diferenças entre as interações virtuais e os comportamentos reais, bem como a fidelidade. Mais do que uma conclusão definitiva, Tobeh apresenta uma sucessão de situações que, segundo ele, explicam um certo receio ou cansaço perante as relações amorosas.
Perguntas frequentes
Qual é o tema principal do vídeo de Tobeh?
Tobeh comenta publicações e sequências online dedicadas às relações amorosas na Costa do Marfim, nomeadamente à falta de amor, às interações de casal, aos presentes e à infidelidade.
Tobeh afirma que todas as relações na Costa do Marfim são problemáticas?
O vídeo baseia-se numa compilação de casos e no seu sentimento pessoal. Não apresenta dados que permitam generalizar estas situações ao conjunto dos casais na Costa do Marfim.
Qual é a sua posição sobre a infidelidade?
Considera que o debate também deveria ter em conta as pessoas que aceitam uma relação com uma pessoa casada, além da responsabilidade de quem trai o seu parceiro ou a sua parceira.



